Portas abertas à inovação

Evento de lançamento do projeto contou com a presença (da esq. para dir) de Mauricio Pazini Brandão (secretário de Tecnologias Aplicadas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), Patricia, Doria, Carlos da Costa (secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia) e Gomes.

“O Instituto de Pesquisas Tecnológicas será o ponto de referência para termos em São Paulo o maior Vale do Silício urbano do mundo”, disse o governador do estado, João Doria, no evento de lançamento hoje, 31 de julho, do IPT Open Experience. O programa, com parceria inédita entre o setor público e privado, vai abrir o campus do IPT para as empresas instalarem seus próprios centros de inovação ou participarem de hubs, envolvendo startups, clientes, fornecedores, universidades, centros de pesquisa, investidores, pesquisadores e órgãos de governo no mesmo ambiente.

O IPT Open Experience é destinado a empresas de todos os portes e quaisquer setores econômicos que demandem soluções com alta intensidade tecnológica, e será a primeira iniciativa de um projeto maior do governo do estado, o CITI – Centro Internacional de Tecnologia e Inovação, que tem como foco o desenvolvimento e aplicação de tecnologias de hardtech (alta intensidade tecnológica) na região em que estão instalados a USP e a Ceagesp, entre outros. “Até o final de 2019, será lançado o CITI em parceria com as esferas municipal e federal e terão início as operações. Mais tecnologia derruba a burocracia e traz transparência aos processos”, completou o governador.

A meta do IPT Open Experience é gerar novos produtos e soluções inovadoras por meio da conexão entre todos os elos da jornada da inovação em um único local. O programa vai funcionar de duas maneiras:

  • Centros de P&D: as empresas com atividades em P&D terão a oportunidade de criar centros próprios de pesquisa aplicada, em qualquer área de atuação, conectados à infraestrutura de tecnologia e negócios do IPT;
  • Hubs de Inovação – ambiente de inovação aberta que se destina a solucionar desafios tecnológicos das empresas por meio da interação com startups, pesquisadores, universidades, órgãos de governo e outros atores do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação. Serão oferecidos diversos suportes para captar fomento à inovação, estruturação de projetos tecnológicos, envolvimento de instituições científicas parceiras, uso de laboratórios, qualificação profissional e espaço físico, entre outros serviços.

“Abrimos agora as portas com respaldo jurídico a partir da Lei 13.243, que dispõe sobre estímulos ao desenvolvimento científico, à pesquisa, à capacitação científica e tecnológica e à inovação”, afirmou o diretor-presidente do IPT, Jefferson de Oliveira Gomes. “As empresas terão acesso a, pelo menos, 400 profissionais e a laboratórios qualificados no compartilhamento deste espaço”.

OBJETIVOS – O IPT Open Experience tem o objetivo de se tornar o principal catalisador dos desafios de inovação das empresas, conectando suas demandas com as soluções tecnológicas do IPT e de uma ampla rede de instituições parceiras como USP, ITA, Unicamp, Unesp, Unifesp e Hospital das Clínicas. O programa quer alavancar o ecossistema de inovação da maior concentração de universidades e centros de pesquisa aplicada da América Latina.

A ideia é promover o desenvolvimento econômico do Estado de São Paulo, gerando negócios e empregos, fortalecendo a conexão da pesquisa tradicional com a aplicada para acelerar a transformação de tecnologias em produtos e serviços para o mercado.

“Queremos que o IPT abra as suas portas e passe a ser uma referência nacional – e internacional – de investimento em hardscience”, afirmou Patricia Ellen da Silva, secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. “A partir de hoje, o IPT não está aberto somente à comunidade acadêmica, mas a toda a sociedade, assim como os maiores centros de referência no mundo, a exemplo do MIT. Este trabalho irá envolver uma série de parceiros que têm base tecnológica para unir forças e, juntos, executarem ações globais”.

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